terça-feira, 29 de setembro de 2009

O sangue doce, viscoso e vermelho, escorre devagar e alivia meu
sofrimento, paginas rasgadas,pedaço de espelho, aqui
dentro a musica, la fora o vento... pulso ferido, solidão e
agonia, a vida saindo por este profundo corte,
sofrimento, vida vazia, la fora a vida e aqui dentro a
morte...
A musica alta, as paredes sujas, os livros espalhados pelo
chão. gavetas abertas, papeis velhos, a noite la fora,
aqui dentro a solidão...Estou deitado, o rosto sem
expressão, no centro deste quarto pequeno, a musica
continua, cigarros no chão, aqui dentro tristeza, la fora
sereno... Nenhuma testemunha, como eu queria somente
a fumaça que dança no ar, alma sofrida, a mente vazia
aqui dentro lágrimas la fora o luar...

Que pena paga um condenado
pelos sentimentos
oh, agonia incessante. Que martírios
mais terei que suportar??


não é do fim da vida que preocupa
minha alma , mas do não se sentir-se bem
eterno


pois o que sinto é dor
que me enlaça, que me enrosca
como abraço de um  arame farpado
oh, maldita
porque queres me ver tão lúcido ??

deixe-me morrer em meu antro
pútrido

minha vil meretriz
afaste-se de mim
pois a rosa da esperança ,
assim como o meu amor por você
secou
Porque achar que com você é diferente
se o destino para todos é igual


como saber se o que fazemos
são erros se adrenalina do momento
não nos deixa perceber


mas ao te ver deliro constantemente
sinto algo que me eleva as nuvens,
meu coração voa sem ter asas




mas nada disso é real são apenas
alucinações de uma mente que
só quer liberdade para chegar ao
máximo


e minha alma que chora flamejada de
desgostos mostra com toda simplicidade
sua coragem